29/04/2017

O prazer de ler

Por Janethe Fontes

"Basta observar o olhar perdido de adultos sem ter o que fazer durante horas, em vôos internacionais, ou, pior ainda, vendo filminhos para adolescentes no vídeo do avião, para ter certeza de que ler um livro é a melhor escolha para esses momentos. O passageiro desocupado é um chato: ri alto, chama a comissária de bordo a cada momento, toma mais bebida do que seria desejável, ou ronca alto, enquanto o leitor de livros atravessa a desagradável viagem placidamente, correndo incólume o risco alheio, podendo imaginar, a partir do seu universo de referências, o rosto e o jeito de cada personagem, e não sendo obrigado a engolir os atores que o diretor do filme escolheu para representá-las."

"O chato, na verdade, é o “sem-livro”. Mesmo assim, é freqüente tratar leitores como pessoas sem graça. Uma amiga conta que, durante sua adolescência, adorava ir ao sítio de um tio, no interior de São Paulo, e ler, calmamente, seu livrinho, enquanto a brisa movia silenciosamente a rede em que se refestelava e os pássaros faziam um coral único. Seus familiares, contudo, não se conformavam com a “chata” que preferia ler a jogar buraco e diziam que ela não gostava mesmo de “se divertir”, como se diversão fosse colocar o dez perto do valete e sonhar para que uma dama aparecesse, e não a leitura do seu livro, que a transportava para mundos maravilhosos."

Quando leio um texto como o de Jaime Pinsky (O elogio da ignorância), citado acima, fico pensando em quantas vezes também fui chamada de "chata" ou "metida", até mesmo "esquisita", porque em vez de ficar fazendo fofoca com minha vizinha de portão (nas minhas poucas horas vagas, claro!), ou mesmo inserida em grupos, com conversa fiada, nas horas de almoço na empresa, ficava/fico em um cantinho reservado para me dedicar a algo que simplesmente adoro: ler. Afinal a grande maioria das pessoas, infelizmente, não acha que ler seja uma forma de diversão, não entende o quanto é prazeroso "mergulhar nas asas da imaginação". Por isso, prefere ficar de "papo para o ar" ou de "papo furado" com qualquer um. Não que uma boa conversa também não seja prazerosa, mas, pelo amor de Deus (!), quantas vezes você de fato conseguiu obter uma "boa conversa" em ambientes como: consultórios, filas de banco ou mesmo com sua vizinha de portão? As conversas sempre giram em torno das mesmas coisas: vida dos outros vizinhos, vida dos artistas ou novelas (Puts! Ninguém merece). Obviamente, há momentos em que você não quer "nada com nada" está mesmo a fim de ficar de papo para o ar, tirar férias de tudo, sobretudo da correria do dia a dia e dessa agitação sem sentido que emana de dentro para fora de nosso corpo, mas, fala sério, você não pode viver a vida inteira assim. Jogar um dominó "de vez em quando" com os amigos ou qualquer outra coisa do tipo não deixa exatamente de ser divertido, mas cuidado com isso, cuidado com suas escolhas, pois em vez de "ampliar seus horizontes", e ler é um ótima forma de conseguir isso, você reduzirá cada vez mais o seu mundo, ficará restrito à superficialidade de conversas sem qualquer sentido e ainda por cima repetitivas. Pense nisso.




Texto postado originalmente no Blog Palavreando, em 2006 (É, é bem antiguinho mesmo!).

07/03/2017

#euvocêetodasnós


#euvocêetodasnós Não esqueçam: amanhã, nossa cor é o roxo.

Dia 08/03/17: Existe um movimento de PARADA das mulheres no mundo inteiro nesse dia. Uma espécie de greve das mulheres. Claro que a imensa maioria não terá o privilégio de poder cruzar os braços em protesto porque temos contas a pagar no fim do mês. De todo jeito, é possível apoiar sem parar também. Vamos juntas?

Sugerimos diversas formas de protestar no dia 8 de março:

- Parada total, no trabalho ou nas tarefas domésticas e nos papeis sociais como cuidadoras durante a jornada completa. (Isso é especialmente válido para mulheres que vivem com maridos, filhos, irmãos ou pais e assumem integralmente o serviço doméstico. Não cuidar da casa/cozinhar/limpar por um dia deve dar uma noção do trabalho que é)
- Parada de tempo parcial da produção/trabalho por uma ou duas horas
- Apitaço no horário do almoço (convide as colegas para as 12:30 ou no horário possível do seu local de trabalho para realizar um apitaço).
- Caso não possa parar em seu trabalho: use elementos roxos na vestimenta, como fitas ou qualquer elemento que decida usar.
- Coloquem panos roxos nos carros e nas casas.
- Boicote locais misóginos (faça todo dia)
- Não compre nada neste dia
- Bloqueie caminho e ruas
- Participem e organizem manifestações, piquetes e marchas nas suas cidades
- Instale mensagem automática de “fora do escritório” no e-mail e explique o porquê
- Participe do twitaço as 12:30 do dia 8 de março #8m



#DiaInternacionaldaMulher #8mbrasil #paradabrasileirademulheres #euparo


05/03/2017

Greve Internacional de Mulheres


No atual contexto de crise do Brasil, muitas mulheres possuem trabalhos precarizados, estão vulneráveis e não poderão paralisar suas atividades produtivas no 8M.


Existem muitas formas alternativas de aderir à Greve Internacional de Mulheres | Brasil. Nesse gif abaixo você pode ver algumas sugestões.


07/12/2016

Querido diário...

Querido diário muito otário,



Por que insisto em debates nas redes sociais? Para que me desgasto tanto se tenho plena consciência de que não é possível mudar a cabeça de ninguém?

O que tenho conseguido com isso, além de perder meu tempo e ainda, por vezes, me ver envolvida com pessoas psicóticas que me xingam, ameaçam, etc?


06/12/2016

Assuntos que me incomodam...


Quem me segue nas minhas redes sociais sabe que sempre trago assuntos que me incomodam para a minha timeline ou para as páginas que administro: 'Orgulho de ser Mulher' e 'Por um mundo de Paz, diga NÃO à violência'. Alguns assuntos geram boas polêmicas (às vezes, até perseguições e ameaças, como ocorreu recentemente), outros, nem tanto. Independentemente disso, o que importa é sempre trazer uma "semente de reflexão". Assim, quem sabe um dia, as pessoas comecem a refletir melhor sobre questões tão importantes que, no dia-a-dia, são toleradas ou até mesmo esquecidas.

A questão indígena é um desses assuntos que trago com alguma frequência para as páginas acima, porque acredito que quanto mais se falar e conhecer a realidade desse povo, do nosso povo, mais fácil será para entendermos os seus signos e respeitá-los.

"não tem fundamento a ideia de que “sendo assim, todos os brasileiros seriam indígenas, já que correm em nossas veias sangue indígena, daquela bisavó que foi pega no laço”. Este discurso não viria de um indígena. Se o cidadão diz isso querendo reduzir o direito de ser índio na atualidade, é evidente que está se identificando muito mais com o bisavô estuprador do que com a bisavó violentada."



01/12/2016



Querido diário 'muito otário', um desabafo: amo meu pais, mas acho que somos o povo mais trouxa do mundo! E, o que é pior, metido a esperto! 


30/11/2016



Querido diário 'mais do que otário', estou encerrando o ano com um profundo cansaço. Este 2016 foi muito pesado, né? Mas 2017 não promete ser muito melhor em termos de direito, de política e cidadania... 



Querido diário mais do que otário: #NãoaPEC55


Querido diário 'mais do que otário', não somos os únicos otários, todos os brasileiros foram feitos de otários ontem!
Conformemo-nos!
Ou não...


#NãoaPEC55


Querido diário muito otário

Queridxs,

Andei pensando bem e resolvi ‘lançar’ nas minhas redes sociais um Diário, nomeado de “Querido diário muito otário” ou “Querido diário mais do que otário” (rsrs), cujo intuito é postar uma série de textos pequenos e críticos, numa narrativa diária, ou quase diária, de acontecimentos pessoais, políticos e diversos outros assuntos.

Obs.: Por algum tempinho, esses relatos diários servirão apenas como teste, para ver se a ideia vinga mesmo, pois, como minha vida é bastante corrida, nem sempre é fácil tocar projetos como esse.


De qualquer forma, espero que gostem!






22/11/2016

SEMANA BLACK FRIDAY

Mais barato, impossível, né? 2 livros pelo preço de 1! 
Aproveite!! FRETE GRÁTIS!



20/11/2016

Vamos falar sobre livros hots (de novo)?


Hot! De novo! De novo! De novo!



Quando a última árvore cair, derrubada; quando o último rio for envenenado; quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro é coisa que não se come".

(Índios Amazônicos)

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